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O movimento sindical bancário em Jundiaí e região tem
início na década de 60, quando liderada por Claudinei
Cabral, então funcionário do Banco do Comércio e
Indústria, a categoria funda uma Associação de
Bancários, que visava melhorar as condições de trabalho
e salário. Com o golpe militar de 1964 a Associação foi
dizimada e seus diretores presos. Uma grande noite
autoritária apareceu e se estendeu até o ano de 1978,
quando foi instalada uma subsede do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, em Jundiaí.
Em 1979, a oposição ganha a direção do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, alinhando-se com o novo
sindicalismo que surgia no ABC paulista e dando
encaminhamento à fundação da primeira central sindical
do país, a CUT, em 1983. Em 1985, começaram a surgir as
primeiras manifestações bancárias em nossa região, no
Banespa e Sul-Brasileiro, culminando com uma greve
praticamente total da categoria na campanha salarial
daquele ano, despontando lideranças locais e dando
ênfase à necessidade de se construir uma entidade
sindical própria na região.
Em 1986, um grupo de bancários reúne-se para a criação
de uma entidade de classe, apoiada pelo então presidente
do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Gushiken —
a Associação Profissional dos Bancários de Jundiaí e
Região. Sua primeira diretoria foi eleita em 25 de abril
de 1986, sendo composta por Regina (América do Sul),
Bete (Nossa Caixa), Neize (Bradesco), Vera (Meridional),
Cida (Bandeirantes), Márcia (Econômico), Eliana (BB),
Celso (Mercantil de São Paulo), Duran (Bradesco ),
Cortezani (Banespa), Tacão (Banespa), Nilton (Banespa) e
Mauro (Noroeste). A presidência coube a Roberto
Rodrigues, funcionário do Meridional, com mandato até
fevereiro de 1989.
Em dezembro de 1988, a Associação transformou-se em
Sindicato, desmembrando-se da base de São Paulo,
passando a representar os bancários de Jundiaí, Várzea
Paulista, Campo Limpo Paulista, Francisco Morato, Franco
da Rocha, Caieiras, Cajamar, Itupeva e Jarinu. Da
fundação do nosso Sindicato até hoje foram lutas enormes
para chegar ao patamar atual, onde a maioria da
categoria é sindicalizada, recebendo regularmente
informações através do “Jornal dos Bancários",
disponibilizando acompanhamento jurídico, departamento
médico, academia e diversos convênios aos
sindicalizados.
Em 2002, o Sindicato adquiriu sede própria, na gestão do
ex-presidente Vladimir Aurélio Tavares.
O Sindicato está presente em várias lutas sociais em
todas as cidades da região e desenvolve lutas
específicas da categoria em todas as agências, além de
levar adiante a campanha salarial nacional.
“O Sindicato dos Bancários de Jundiaí tornou-se uma
referência de sindicalismo sério na região e no estado
de São Paulo, cuja preocupação é a de representar não
apenas os bancários, mas também os trabalhadores do
sistema financeiro. Estamos sempre atentos aos novos
desafios, principalmente agora, frente aos atuais
processos de fusão e incorporação de bancos. A luta por
melhores condições de trabalho e mais contratações é
constante, inclusive para que os bancos possam oferecer
melhor atendimento aos clientes e usuários de bancos.” –
ressalta Paulo Santos Mendonça, atual presidente do
Sindicato.
Além da participação em diversos conselhos e comissões
de empresas, a diretoria do sindicato também participa
de diversas instâncias sindicais. O diretor do sindicato
Gerson Carlos Pereira faz parte da direção estadual da
CUT. Outro diretor, Roberto Rodrigues é membro da
executiva estadual da Federação dos Bancários da CUT no
Estado de São Paulo (FETEC/SP). |