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O
movimento sindical bancário em Jundiaí e região tem início na década
de 60, quando liderada por Claudinei Cabral, então funcionário do
Banco do Comércio e Indústria, a categoria funda uma Associação
de Bancários, que visava melhorar as condições de trabalho e salário.
Com o golpe militar de 1964 a Associação foi dizimada e seus diretores
presos. "Uma grande noite autoritária apareceu e se estendeu até
o ano de 1978, quando foi instalada uma subsede do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, em Jundiaí", comenta Mauro Menuchi, ex-presidente
do Sindicato dos Bancários de Jundiaí, gestão 1992-95, e vereador
pelo PT.
Em 1979, a oposição ganha a direção do Sindicato dos Bancários de
São Paulo, alinhando-se com o novo sindicalismo que surgia no ABC
paulista e dando encaminhamento à fundação da primeira central sindical
do país, a CUT, em 1983. Em 1985, começaram a surgir as primeiras
manifestações bancárias em nossa região, no Banespa e Sul-Brasileiro,
culminando com uma greve praticamente total da categoria na campanha
salarial daquele ano, despontando lideranças locais e dando ênfase
à necessidade de se construir uma entidade sindical própria na região.
Em 1986, um grupo de bancários reúne-se para a criação de uma entidade
de classe, apoiada pelo então presidente do Sindicato dos Bancários
de São Paulo, Luiz Gushiken — a Associação Profissional dos Bancários
de Jundiaí e Região. Sua primeira diretoria foi eleita em 25 de
abril de 1986, sendo composta por Regina (América do Sul), Bete
(Nossa Caixa), Neize (Bradesco), Vera (Meridional), Cida (Bandeirantes),
Márcia (Econômico), Eliana (BB), Celso (Mercantil de São Paulo),
Duran (Bradesco ), Cortezani (Banespa), Tacão (Banespa), Nilton
(Banespa) e Mauro (Noroeste). A presidência coube a Roberto Rodrigues,
funcionário do Meridional, com mandato até fevereiro de 1989.
Em
dezembro de 1988, a Associação transformou-se em Sindicato, desmembrando-se
da base de São Paulo, passando a representar os bancários de Jundiaí,
Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Francisco Morato, Franco
da Rocha, Caieiras, Cajamar, Itupeva e Jarinu. Da fundação do nosso
Sindicato até hoje foram lutas enormes para chegar ao patamar atual,
quando cerca de 90% da categoria é sindicalizada, recebendo regularmente
informações através da "Folha dos Bancários", tendo acompanhamento
jurídico e departamento médico à disposição.

| Assembléia
de Transformação da Associação dos Bancários em
Sindicato, em 1988 - da "Folha dos Bancários", tendo
acompanhamento jurídico e departamento médico à
disposição." |
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Entre
1995 a 2001, o companheiro Vladimir Aurélio Tavares, do Banco Itaú,
esteve à frente
do Sindicato por dois mandatos consecutivos, destacando-se nessa
gestão a aquisição da sede própria da entidade, que neste momento
está em fase de reforma e ampliação, a serem concluídas no primeiro
semestre de 2002. O Sindicato está presente em várias lutas sociais
em todas as cidades da região e desenvolve lutas específicas da
categoria em todas as agências, além de levar adiante a campanha
salarial nacional.
"É inquestionável que nossa entidade nesses anos de existência tornou-se
uma referência de sindicalismo sério em todos os municípios em que
estamos presentes. Já passamos a representar outros trabalhadores
do sistema financeiro, nas financeiras e cooperativas de crédito.
Exigindo a colocação de uma porta de segurança, discutindo questões
sobre meio ambiente, discriminação racial e de gênero ,denunciando
o descumprimento da jornada de trabalho ou participando de conselhos
municipais de emprego, saúde, o nosso Sindicato é presença marcante
em todas as lutas dos trabalhadores. Muitas vezes até ouvimos expressões
do tipo "ah, isso é coisa dos 'bancários'", que se para alguns pode
até soar como crítica, para nós é um elogio, pois mostra que temos
uma marca registrada. Uma marca caracterizada por não se calar frente
às injustiças, não se render por mais poderoso que seja o adversário",
relata Irineu Romero Filho, Tacão, presidente do Sindicato.
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Em
28 de agosto comemora-se o Dia dos Bancários, data que é um marco
para a categoria pois relembra a greve de 1951.
A greve se estendeu por 69 dias, conquistando um reajuste de 30,7%.
O movimento mobilizou a solidariedade de várias outras categorias
e colocou em xeque a Lei de Greve do presidente Dutra, que desde
1946 proibia greve nos bancos e em outros setores.
Hoje, as entidades sindicais bancárias estão à frente da luta em
defesa dos direitos dos trabalhadores, participando sempre de campanhas
nacionais e questionando a política neoliberal do governo FHC.
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